Pedro Favero foi julgado pelo Tribunal do Júri.

Defesa afirma que analisa decisão.

Feminicídio ocorreu em 2017.

Fabiana Favero tinha 37 anos Reprodução/Facebook Pedro Favero foi condenado em Tribunal do Júri em Chapecó, no Oeste catarinense, pelo assassinato e ocultação do cadáver da esposa dele, Fabiana Favero, de 37 anos, crimes ocorridos em 2017.

O corpo dela foi achado por familiares dentro de um armário.

O acusado recebeu pena de 28 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, mais seis meses de prisão em regime semiaberto.

A defesa dele afirmou que analisa a decisão do júri e que, por enquanto, não vai se manifestar.

O júri ocorreu na sexta-feira (29). Fabiana Favero foi morta a facadas no apartamento onde morava, no Centro de em Chapecó, em 4 de julho de 2017.

O corpo foi encontrado no dia seguinte.

O marido da vítima foi preso três dias após o crime.

Ele tinha fugido para o Paraguai e se apresentou à polícia.

Crimes O acusado foi condenado por homicídio qualificado por feminicídio, motivo fútil, meio cruel e uso de recursos que dificultaram a defesa da vítima.

Ele também recebeu pena por ocultação de cadáver, fraude processual, furto qualificado e porte ilegal de arma de fogo. Tribunal do júri do caso Fabiana Favero TJSC/Divulgação Segundo o inquérito policial, a fraude processual ocorreu porque o marido limpou o local do crime e se livrou de provas.

O furto qualificado foi porque ele usou o veículo de um cliente do estacionamento onde é dono para fugir. O réu já estava preso preventivamente e vai permanecer no Presídio Regional de Chapecó, conforme o Poder Judiciário.

Ele admitiu o crime à Justiça durante interrogatório e afirmou que a motivação foram problemas no relacionamento.

Disse que discutiu com a esposa depois de saber que ela queria a separação por estar envolvida com outro homem. Faixas colocadas do lado de fora do fórum de Chapecó TJSC/Divulgação A vítima foi atingida por facadas no pescoço e no lado esquerdo do tórax, na região do coração.

Ao final do julgamento, de acordo com o Poder Judiciário, o réu se disse arrependido e pediu desculpas à sogra, ao filho e à família dele.

Todos estiveram presentes durante a sessão.

As duas irmãs, a mãe e o filho da vítima usaram camisetas com a foto dele e a frase "Quem ama não mata!".

Na frente do fórum, foram colocadas faixas pedindo justiça pela vítima e por todas as mulheres. Veja mais notícias do estado no G1 SC